Em Maceió, projeto social transforma crianças e jovens carentes em campeões de jiu-jitsu

Um projeto social relativamente novo – completará dois anos em abril – mas que já transformou dezenas de crianças e adolescentes do Vale do Reginaldo, uma comunidade de Maceió, em campeões de jiu-jitsu. Capitaneado pelo professor Erick Costa, líder da ZR Team Alagoas, o projeto social Siri Na Lata se tornou a alternativa de lazer e inclusão para mais de 60 menores em situação de vulnerabilidade social.

“O desejo de iniciar um projeto social surgiu pela necessidade que eu sentia de transferir para os outros todas as coisas boas que o jiu-jitsu me trouxe, gratuitamente. Logo meu sonho encontrou a disposição do nosso parceiro Eduardo Canuto e, em pouco tempo, conseguimos levar para os pequenos não apenas a arte suave, mas lições de convivência, disciplina e respeito que poderão mudar seus destinos”, orgulhou-se o professor Erick.

Funcionando na sede do Instituto Guilherme Brandão, o projeto social Siri Na Lata conta com o apoio de instrutores que se responsabilizam pelas aulas, divididas por idade e de acordo com o nível das crianças e jovens. O instrutor Wesley Andrade é quem mais está perto da garotada, dedicando duas noites de sua semana aos “sirizinhos”, como são carinhosamente chamados.

Para Wéslley, que é faixa roxa da ZR Team Alagoas, a experiência de participar ativamente de um projeto social já era muito antiga e acrescentou muita coisa em sua vida. “Sempre quis me envolver com um projeto social e é muito gratificante, para mim como atleta e competidor, visualizar nesses pequenos grandes talentos e grandes seres humanos. O objetivo principal é fazer com que eles aprendam jiu-jitsu, mas quem acaba aprendendo muito mais com eles somos nós”, comemorou.

O apoio do vereador Eduardo Canuto, um dos principais apoiadores do esporte amador em Alagoas, foi essencial para que os sonhos do projeto Siri Na Lata saíssem do papel. Em setembro de 2017, ele arcou com as despesas dos primeiros 60 kimonos dos pequenos, transformando-os em atletas de jiu-jitsu, e sempre disponibiliza o suporte logístico e o transporte quando há competição.

Talento, medalhas e sonhos

Em 2018, vários “sirizinhos” participaram de etapas do Circuito Alagoano de Jiu-Jitsu e de competições voltadas para o público infantil, onde conquistaram suas primeiras medalhas e começaram a sonhar com a concretização de sonhos ainda maiores, como competir fora de Alagoas e até fora do Brasil. Neste ano, os planos para os pequenos competidores se ampliam, e a meta é fazer com que os pequenos participem de sua primeira competição em outro Estado.

“Queremos que estas crianças e jovens saibam que o esporte pode mudar a vida das pessoas de verdade. Mostramos que é possível acreditar em sonhos, que é possível conquistar muito mais que títulos nos tatames e que o caráter de um atleta de jiu-jitsu precisa ser exemplo para toda a comunidade. Pela situação em que vivem cotidianamente, eles já são verdadeiros campeões na vida e estar ao lado deles, guiando e orientando, é um verdadeiro presente”, complementou o professor Erick Costa.

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